Xanxerense viaja o mundo com trabalho voluntário e realiza ação social em escola de Moçambique

8 de março de 2019 11:50 | Visualizações: 1448
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Xanxerense viaja o mundo com trabalho voluntário e realiza ação social em escola de Moçambique

A xanxerense Sabrina Lopes está viajando pelo mundo desde novembro do ano passado para realizar trabalhos voluntários em vários locais do mundo. Ela já passou pela Tailândia, África do Sul e agora está em Moçambique. E, foi nesse local, que Sabrina se sentiu chamada para realizar uma ação social, além de seu trabalho voluntário.

Na cidade de Beira, em Moçambique, Sabrina realiza um trabalho com crianças de uma escola chamada Associação Iluminando Vidas. O local é humilde e atende 60 crianças com idade entre quatro e cinco anos e também crianças que fazem o reforço escolar.

Todas elas vivem em situação de risco e extrema pobreza. Além disso, a grande maioria é órfã dos dois pais biológicos ou pelo menos um deles. Diante disso, é na escola que elas fazem a maioria das refeições e recebem amparo.

Mas, para que o local pudesse continuar funcionando, era preciso que fosse adquirida uma geladeira, para acondicionar os alimentos. Foi a partir desse momento que Sabrina resolveu realizar uma vaquinha on-line.

– A ideia da “vaquinha” surgiu depois de várias conversas com o diretor, a coordenação da escolinha. Fui perguntando coisas sobre a escola, sobre gastos e pedi como as pessoas ajudam. Perguntei também sobre a legalização. Nisso, eles falaram que tem as inspeções que são feitas, tem uma regulamentação e, na última visita de inspeção, foi apontado que eles precisavam de uma geladeira. A escola já tinha um freezer, mas nem todos os alimentos devem ser acondicionados no freezer e eles precisavam da geladeiras para deixar alguns alimentos e esse era um requisito para manter a escola aberta – conta.

Sabendo dessa necessidade e conhecendo a realidade do local, Sabrina fez a “vaquinha” e se surpreendeu com seu resultado final. Segundo ela, muitas pessoas de Xanxerê, que a conhecem e também desconhecidos, doaram o valor que podiam. E, com isso, a arrecadação foi maior do que a esperada.

– Essa era um item muito urgente e convivendo com as crianças senti o chamado de tentar ajudar. Pensei em buscar uma empresa ou uma pessoa que pudesse ajudar, mas, lembrei de outras vaquinhas que eu já colaborei e de como eu me senti bem ajudando e veio a ideia no sentido de pode proporcionar esse bem-estar de colaborar e saber que você fez o bem para outras pessoas, para despertar esse chamado de construir um mundo melhor. A arrecadação da vaquinha foi muito boa. No começo, fiquei um pouco apreensiva por conta do valor, estava preocupada. Depois, foi, conseguimos, passamos do valor, arrecadamos mais do que esperávamos – destaca.

 

Estrutura

A escola tem duas salas de aula, sendo que uma delas é o pavilhão de uma igreja, que cede o espaço para a escola. Nesse local, não há quadro para o professor utilizar. Esse é um “luxo” apenas da outra sala. Nos locais, tem mesas, cadeiras e alguns materiais pedagógicos. Além disso, há uma sala pedagógica e uma cozinha improvisada.

– Material escolar, cada criança tem um caderno e um lápis, algumas crianças tem mochilas, algumas não, vão para lá com os materiais em um saco plástico. Eles recebem a maioria das refeições na escola, sendo o café da manhã e o almoço. Mesmo os que só vão à tarde, vão tomar o café da manhã, voltam, almoçam na escola, fazem o reforço, lancham e vão embora, por isso é muito importante manter o local – frisa.

 

Ajuda

A escola se mantém de doações. Para auxiliar nesse ponto, há um projeto em que pessoas podem apadrinhar as crianças. Com isso, Sabrina conta que há um grupo de empresários brasileiros que apadrinhou várias crianças e ajuda a manter a escola.

– As pessoas podem apadrinhar as crianças, mas nem todas tem. A maioria que possui, os padrinhos são brasileiros. Um grupo de empresários brasileiros apadrinhou muitas dessas crianças. Cada um deposita R$ 100 por mês e é a partir de doações que se mantém o salário dos professores, alimentação das crianças, enfim, é assim que a instituição se mantém – comenta.

A “vaquinha” fechou em R$ 2.430,00. Com os descontos do site, foram R$ 2.265,00 arrecadados o que proporcionou que fossem adquiridos outros itens além da geladeira.

– O que deu para comprar foi uma geladeira grande, boa, que era o que mais precisavam. A segunda prioridade após a geladeira, eram ventiladores, porque aqui é muito quente. É difícil dar aula, ser aluno, no calor que faz aqui, em um ambiente abafado como fica dentro da escola. Muitas vezes crianças e professores passavam mal por conta do calor. Com isso, foram comprados cinco ventiladores de parede e quatro ventiladores de chão, móveis – pontua.

Além disso, o valor também foi utilizado para a instalação de tudo o que foi comprado e também será usado para outras ações.

– Foi pago também o transporte do que foi comprado, foi pago o eletricista e a instalação dos itens. Ainda tem cerca de R$ 100 em caixa que será usado para instalar mais algumas tomadas e, se sobrar, será revertido em material pedagógico, que está acabando – conclui.


Por: Alessandra Oliveira

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