A segurança é garantida por uma avaliação prévia (alergias, traumas e agressividade) e pelo uso de seis cães exclusivos para o trabalho
A cinoterapia em Xanxerê e Xaxim consolidou-se a partir de iniciativas de humanização no Hospital São Paulo pelo Corpo de Bombeiros. A especialista Patrícia Zuchi de Siqueira, acadêmica de Medicina Veterinária e adestradora, profissionalizou a prática após pós-graduação no IFSC. Atualmente, ela atende cerca de 60 participantes na APAE de Xaxim (via FIA) e na Clínica Jokoski em Xanxerê, abrangendo crianças, adultos e idosos, incluindo convênios como a Unimed.
O público principal são pessoas com deficiência, como autismo, síndrome de Down e paralisia cerebral, além de casos de dificuldades de aprendizagem. A técnica é um recurso complementar que utiliza o cão como mediador terapêutico para facilitar o vínculo entre o profissional e o paciente. Os benefícios incluem melhora no humor, socialização, evolução comportamental, percepção corporal, redução de autoagressão e redução da ansiedade.
A segurança é garantida por uma avaliação prévia (alergias, traumas e agressividade) e pelo uso de seis cães exclusivos para o trabalho, que revezam 30 horas semanais. Comparada à equoterapia, a cinoterapia oferece maior viabilidade operacional e menor custo em clínicas e hospitais. O projeto agora busca expansão através do PRONAS para ampliar o atendimento a adultos e idosos.


