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Lance Notícias | 10/06/2020 09:57

10/06/2020 09:57

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Blythes: as bonecas exclusivas que são a paixão de uma xanxerense

“De bonecas feitas de palha de milho a bonecas de pano. Mais tarde surgiram modelos com materiais mais sofisticados, para todos os gostos e bolsos. Pequenas, grandes, bonecas que abriam e fechavam os olhos, que davam a impressão de “dormir” em contato com água morna e de “acordar” com água gelada; Susies e Barbies. Toda […]

Blythes: as bonecas exclusivas que são a paixão de uma xanxerense

“De bonecas feitas de palha de milho a bonecas de pano. Mais tarde surgiram modelos com materiais mais sofisticados, para todos os gostos e bolsos. Pequenas, grandes, bonecas que abriam e fechavam os olhos, que davam a impressão de “dormir” em contato com água morna e de “acordar” com água gelada; Susies e Barbies. Toda menina em sua infância sonhou em ter alguma boneca e brincou muito com aquelas que teve, mas esta não é encontrada em prateleiras de livrarias e provavelmente será apresentada ao leitor (a) neste momento. A primeira impressão é de que a cabeça e os olhos são grandes demais para um corpo tão pequeno, e de que tudo é desproporcional. O rosto quando customizado, com lábios esculpidos lembra muito o de uma criança. Alguns acham o modelo esquisito, outros se apaixonam à primeira vista.  Esta é a blythe” – define Daiana Dal Magro em um bate-papo com o Lance Notícias sobre a origem dessas bonecas lindas e peculiares.

Criadas em meados do ano de 1972, foram a princípio, voltadas para o público infantil, mas a falta de proporção entre o corpo pequeno parecido com o de Barbie, a cabeça e os olhos grandes, assustavam as crianças. Dessa forma menos de um ano, os quatro modelos disponíveis saíram de circulação.

– Em 2001, a produtora de vídeos Gina Garam ganhou uma de uma amiga por ela achar o modelo parecido com Gina, esta utilizou a blythe durante a produção de fotos para uma revista. A partir daí a empresa Takara, do Japão relançou a boneca. O primeiro modelo, a Blythe Parco, (molde BL-0) teve as vendas de mil modelos limitados esgotadas em apenas uma hora após o lançamento – conta.

Sobre sua paixão pelas bonecas blythes ela conta que começou ainda em 2012 quando teve o primeiro contato.

– Foi amor à primeira vista por aquelas bonecas cabeçudinhas, com rosto de criança e corpo esguio. Em Chapecó há um grupo de colecionadoras no qual fui a um encontrinho, e em junho de 2012 adotei, que é o termo usado para a compra de bonecas usadas, a minha primeira boneca, que ficou careca no primeiro banho. Depois vieram outras três em questão de três meses. Em oito anos de coleção tive 23 bonecas, entre Blythes, Liccas, que são como se fossem Barbies no Japão, Heroic Rendenzvous, que lembram os desenhos do Charlie Brown e moranguinhos antigas – comenta.

Atualmente ela tem cerca de 10 blythes, três liccas e três moranguinhos, duas de 1979 e uma edição de relançamento do modelo de 1984.

– Existem modelos que são mantidos originais e outras que são customizadas. Esse processo é feito por colecionadoras que oferecem o serviço que permite desde esculpir lábios, dentes, presas e nariz, modificar o cabelo, olhos até a pintura de toda maquiagem, de forma artesanal. É possível transformar um modelo original em que existem milhares de bonecas iguais de fábrica, em um modelo único. É uma arte – menciona.

Desde que começou a colecionar Daiana elegeu alguns modelos que entraram para a sua lista de desejos, como as preferidas e algumas que com o passar do tempo, foram deixadas de lado.

– Conforme fui conhecendo mais sobre o hobby formei um gosto mais específico, mas uma blythe nunca saiu dos meus sonhos: a de cabelos azuis claros, cacheados e franja, modelo Candy Carnival (CC). Bati os olhos nela, e foi amor à primeira vista, pensei comigo: essa é ‘a boneca’ que preciso para a minha coleção – diz ela.

Foi 2013 que ela conseguiu realizar seu sonho ao encontrar um modelo usado no ebay e comprou o mais rápido que pode com medo de perder a blythe tão sonhada.

Quando perguntada sobre o porquê as coleciona, ela explica:

– Coleciono pela possibilidade de fotografá-las de formas inusitadas, por serem diferentes e atrativas. Elas ficam na bancada em cima da minha cama, cada uma protegida do pó. Não deixo ninguém as manusear, pois pode riscar a maquiagem e estragar.  Elas conseguem passar uma mensagem de que, apesar da idade, não devemos deixar morrer a nossa criança interior. E por meio das blythes e dos clicks que elas proporcionam, acredito que é possível manter viva um pouco dessa alegria da infância – conclui.

Confira algumas das blytes da sua coleção:

A primogênita da coleção

A sonho de consumo realizado

 

 

 

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