Uma família de agricultores de Santa Catarina está inovando na produção de soja e milho. Eles cultivam uma única safra por ano e, no restante do tempo, trabalham para recuperar o solo. A propriedade de 1 mil hectares, que fica no município de Faxinal do Guedes, é gerida por Carlos Aléssio, de 73 anos, e […]
Uma família de agricultores de Santa Catarina está inovando na produção de soja e milho. Eles cultivam uma única safra por ano e, no restante do tempo, trabalham para recuperar o solo.
A propriedade de 1 mil hectares, que fica no município de Faxinal do Guedes, é gerida por Carlos Aléssio, de 73 anos, e seus dois filhos, Diego e Rodrigo.
Na lavoura, eles usam técnicas de agricultura regenerativa, que, além de nutrir o solo, reduz o uso de químicos e aumenta produtividade.
Sistema convencional X regenerativo
No sistema convencional de plantio de grãos, quando se colhe uma lavoura, já se planta outra. A ideia é adubar o solo e retirar o máximo de proveito dele.
Mas, na fazenda dos Aléssio, o milho e a soja são plantados em talhões diferentes. Rodrigo explica que a conta fecha porque eles deixam de ganhar com a safra de inverno, mas também não gastam para produzi-la.
– Durante esses intervalos, a gente está produzindo biologia, física, química, inclusive de solo, para que a cultura seja explorada em condições muito mais adequadas – diz Rodrigo.
Biofábrica
Na fazenda, os irmãos Aléssio têm ainda uma biofábrica, um laboratório onde eles reproduzem fungos, bactérias e outros microrganismos encontrados na natureza.
Os irmãos coletam os seres na mata e os levam para tanques para serem alimentados para que, assim, consigam se reproduzir. Depois disso, são pulverizados nas lavouras.
– Quando a gente usa esses microrganismos, estamos inserindo diversidade biológica, melhorando a nossa fertilidade via biologia e protegendo as nossas plantas – afirma Rodrigo.
Assista a partir dos 46 minutos
Informações do Globo Rural