Janaina Assis Cardos, de 34 anos é natural de Gravataí (RS) e trabalha para uma empresa de transportes de Xaxim (SC). Pilotando seu caminhão de cor lilás e marcante ela fala do amor pela profissão. Janaína está na estrada desde abril de 2020, ela diz que vem de uma família de caminhoneiros e ser uma […]
Janaina Assis Cardos, de 34 anos é natural de Gravataí (RS) e trabalha para uma empresa de transportes de Xaxim (SC). Pilotando seu caminhão de cor lilás e marcante ela fala do amor pela profissão. Janaína está na estrada desde abril de 2020, ela diz que vem de uma família de caminhoneiros e ser uma um dia sempre foi um sonho que hoje está realizando.
— Eu comecei na pandemia há dois anos, mas com a carreta estou há um ano. Eu já tive várias profissões, fui costureira assim como a minha mãe, vendedora, supervisora, corretora, professora de academia, gestora e hoje caminhoneira. Venho de uma família de caminhoneiros, esse sempre foi meu sonho, mas achava impossível realizar pelo fato de ser mulher — conta.
Hoje Janaína trabalha para uma empresa de transportes de Xaxim, aqui no Oeste de Santa Catarina. Ela conta que descobriu a empresa por meio das redes sociais do Casal Mercosul que trabalha para a mesma empresa. Hoje ela faz a região do Mercosul.
— Descobri a empresa nas redes sociais, seguindo o Casal Mercosul, a Geisi e o Gauchinho, e hoje eu faço essa região, Brasil para Angentina, Uruguai e Chile.
Para Janaína o sentimento e amor pela profissão é inexplicável. Ela diz ser muito grata por superar os obstáculos e hoje realizar este sonho de viver na estrada.
— O sentimento pela profissão é inexplicável, é amor, admiração, uma mistura de muita emoção e gratidão, por fazer parte da classe mesmo sendo mulher e com todas as dificuldades— comenta.
Para ela o reconhecimento é sua melhor marca na profissão.
— Desde o meu primeiro emprego pela oportunidade sem ter experiência, até na Cordenonsi por ter a oportunidade de trabalhar num caminhão lilás e zero, em tão pouco tempo— enfatiza.
Sobre as dificuldades ela diz que não procura focar nisso, já que ela sabia o que estaria enfrentando quando escolheu a profissão.
— Dificuldades eu procuro não focar, graças a Deus sou muito abençoada. Entrei na profissão sabendo dos riscos, dos perrengues, da vida difícil, e escolhi viver isso, e por saber de tudo isso, que foi uma escolha minha, acho que torna mais fácil a vivência na profissão— relata.
Perguntamos para Janaína se ela teve a oportunidade de escolher a cor do veículo, e ela diz que essa foi uma surpresa, já que a empresa conta com outras mulheres na profissão a mais tempo que ela.
— O caminhão é da empresa, e eu nunca imaginava que teria essa oportunidade de trabalhar num caminhão de cor feminina tão cedo na minha vida. Foi uma surpresa e tanto, com tantas outras mulheres na empresa que eu seria a escolhida para o lilás. Sempre disse que a minha vez chegaria, mas não pensei que fosse tão rápido. Só posso agradecer— afirma.
Janaína conta que os momentos mais marcantes na estrada são aqueles em que ela encontra com o pai que também é caminhoneiro.
— Os encontros com meu pai são os melhores. Seguir junto para o mesmo lado então, já carregamos no mesmo cliente. É divino— conclui.