Mais de 300 animais já foram abatidos em Xanxerê contaminados com Brucelose

2 de dezembro de 2016 14:22
Agricultura , Animais , Comunidade , Rural , Xanxerê Compartilhar no Whatsapp
Mais de 300 animais já foram abatidos em Xanxerê contaminados com Brucelose Animais são abatidos após confirmação da brucelose (Foto: Divulgação)

 

A Cidasc de Xanxerê tem atuado em todas as comunidades do município afim de impedir uma proliferação da Brucelose. O primeiro caso foi confirmado ainda em outubro, recentemente outras duas propriedades tiveram a confirmação do vírus em seus animais, ao todo, mais de 300 animais já foram abatidos devido a doença.

Nos lugares onde há possibilidade de existir brucelose, a Cidasc realiza todo um processo de acompanhamento e, hoje, conta com um médico veterinário que se dedica especialmente a estes casos, conforme o gestor regional Volmir Frandoloso.

Já as pessoas que tiveram contato com estes animais infectados são acompanhados pela Vigilância Epidemiológica. Ainda do primeiro caso confirmado no município, cerca de 60 pessoas fizeram o exame e destas, seis tiveram o resultado confirmado. Elas passam por acompanhamento médico. As pessoas envolvidas, das outras duas propriedades farão a coleta de material para exame.

O que é brucelose

A Brucelose é uma enfermidade de trato infeccioso que se alastra a partir dos animais para as pessoas. Essa contaminação pode ocorrer por meio do leite, queijo e demais laticínios. Há também a possibilidade da Brucelose ser transmitida através do ar ou pelo contato direto com animais que possuem a infecção.

 

Os principais sintomas da Brucelose são similares aos da gripe, como:

Febre

Cansaço corporal

Dor e enfraquecimento das articulações

Calafrios

Sudorese

Fraqueza

Dor de cabeça e no corpo em geral

 

Causas da Brucelose

A Brucelose atinge os animais selvagens, entretanto, pode contaminar os domésticos. Os animais de origem bovina, caprina, ovina, suína e canina são os mais propícios a contraírem a doença, porém, alguns bichos do mar também podem ser afetados, como focas, baleias e golfinhos.  Como já dito anteriormente, a bactéria causadora da doença se espalha a partir dos animais, e há três formas responsáveis por este contágio, são elas:

– Consumo de laticínios crus. O micro-organismo chamado Brucella, proveniente do leite de animais contaminados pode se dispersar para as pessoas através do consumo de leite não pasteurizado, manteiga, queijos e sorvetes à base do leite. Essa bactéria também pode ser expedida por meio da carne mal cozida ou crua dos animais infectados.

– Inalação. A bactéria Brucella se propaga rapidamente através do ar, podendo afligir qualquer pessoa que permaneça num local onde há a contaminação. O grupo de risco são agricultores, empregados de matadouros e técnicos de laboratório, pois podem inalar o micróbio.

– Contato direto. As bactérias presentes no sangue, placenta ou sêmen de um animal contaminado podem se infiltrar em sua corrente sanguínea por meio de um ferimento e a proximidade. Por esse motivo, as pessoas que possuem baixa imunidade devem se abster da manipulação em animais que contenham a doença.

A Brucelose geralmente não se transmite de uma pessoa para outra, porém, em algumas ocasiões, as mães podem passar a patologia para seus filhos através do parto ou da amamentação. São raros os casos em que a Brucelose foi transmitida através da relação sexual ou por intermédio de transfusão de sangue infectado ou de medula óssea.

 

Tratamento

O tratamento para a Brucelose tem como objetivo atenuar os indícios da doença, impedir um possível reaparecimento do problema e evitar maiores transtornos. Para isso, o paciente contaminado deverá consumir medicamentos antibióticos por pelo menos 1 mês e meio, no entanto, os sintomas podem perdurar por vários meses. O principal risco é que a doença reapareça e se torne crônica, sendo que os prognósticos podem afligir por anos e se transformarem em mais intensos, podendo gerar além da febre e fadiga, a artrite e a espondilite. Por essa razão o tratamento deve ser rápido e eficaz.

 

Prevenção da Brucelose

– Evitar o consumo de laticínios não pasteurizados, independente de suas origens.

– Cozinhar bem os alimentos e não consumir carnes com aparência crua.

– Manter a higiene durante o preparo das refeições, cuidados e manipulação com animais, utilizando luvas de borracha e sabonetes antibactericidas.

– Vacinar os animais domésticos e sempre levá-los ao veterinário para realizar exames.

 


Por: Patricia Silva

Deixe seu comentário

Saiba Mais