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Adoção é uma atitude que envolve amor, coragem e responsabilidade, afirma xanxerense

Vitor Queiroz | Variedades | 25/05/2022 10:44
Adoção é uma atitude que envolve amor, coragem e responsabilidade, afirma xanxerense
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A adoção é celebrada no dia 25 de maio, sendo implantado no país por uma lei decretada em 2002. A adoção é o ato de aceitar uma criança ou adolescente em sua família, transformando-o em seu filho. A adoção cumpre propósitos de garantir o direito ao afeto de uma família a todas as crianças e jovens.

Guilherme Luiz Ferronato tem 25 anos, é cozinheiro e gastrólogo formado pela Estácio de Florianópolis.  A adoção aconteceu quando ele tinha nove dias de vida e conta que seus pais (adotivos) sempre estiveram dispostos e presentes para explicar a respeito. Desta maneira, é claro que com o passar dos anos o assunto madura mais.

— A gente fica mais consciente e entende melhor sobre o assunto, e os motivos dos pais biológicos também, ao qual sou grato, e não guardo mágoa alguma. Aos pais biológicos tenho gratidão e respeito. Gratidão por me dar o direito de chegar ao mundo. Respeito pelas escolhas, e por serem meus geradores — fala.

Entretanto, pais, ele só consegue chamar os adotivos, e aos pais (adotivos) diz ter todo o amor e consideração do mundo, inclusive ressalta que cada passo e escolha que toma é pensado neles.

— E para mim, a adoção é uma forma pura de amor, pois biologicamente os pais são programados para amar seus filhos, mas um “estranho”, que já vem as vezes com seus medos e identidade, requer também muita responsabilidade. No meu caso, fui adotado antes mesmo de falar, ou andar, mas meus pais nunca deixaram minha história ser vazia em relação aos biológicos, e minhas origens. Tanto que tenho contato com meu irmão biológico — explica.

O lance Notícias em contato com sua mãe Luci, ela conta que tem mais 2 filhas, ambas biológicas, uma mais velha e outra mais nova que o Gui.

— Ter o filho como Gui? Não tenho palavras para expressar, ele é tudo para mim! É ouvinte, parceiro, amoroso, é um menino de ouro. E de certa forma, nunca deu problema. Ele é único! — comenta.

Ela ressalta, que aos pais que estão querendo adotar tenham total consciência e responsabilidade e que adotem por amor, principalmente, não por carência ou para suprir perdas e vazios do casal. Pois um filho pode lhe trazer alegrias e tristezas. Por isso, deve por amor e não expectativas com os mesmos, afirma.

— Todo filho precisa do mínimo de afeto dos pais, mas o adotivo, por vezes, precisa de mais atenção, amor e compreensão, pois não é só pelo casal, é pela estrutura da família. Afinal, é compreensão do casal, dos filhos e demais parentes. Então que não falte o amor — finaliza.

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