Festa surpresa transforma memória de dor em gratidão, união e esperança
Representantes do Hospital Regional São Paulo (HRSP) foram convidados e participaram, no último sábado (10), de um momento que simbolizou muito mais do que um reencontro. Em Itapiranga, no Extremo Oeste Catarinense, uma festa surpresa foi organizada pelos pais e avós de uma família, juntamente com amigos próximos. A festividade celebrou a vida e a saúde de sete pessoas da família que sofreram um grave acidente de trânsito ocorrido há dois anos, na BR-282. A presença da equipe do HRSP transformou a comemoração em um gesto concreto de humanização, gratidão e vínculo construído além da estrutura hospitalar.
O encontro, ocorrido na Linha Cotovelo, interior do município, reuniu as vítimas do acidente: Lieli Schkickmann de Carvalho, o marido Paulo Roberto Schaeffer de Carvalho, os filhos do casal e os sobrinhos. Participaram também irmãos de Lieli, cunhados, sobrinhos e demais familiares e amigos, que se uniram ainda mais na época do acidente. O momento foi marcado por orações, música, emoção e homenagens. Cada detalhe da celebração foi pensado para surpreender toda a família e reconhecer a trajetória de fé e resistência que começou no dia 6 de janeiro de 2024.
No dia do acidente, Lieli e Paulo, moradores de Balneário Camboriú, viajavam para Itapiranga com os três filhos: Paulo Henrique, então com 12 anos; João Paulo, de 8 anos; e Júlio César, de dois anos e meio; além dos sobrinhos, moradores de Itapiranga, mas que aproveitavam as férias no litoral, Victor Eduardo, na época com 13 anos, e Pedro Henrique, de 8 anos. O grupo seguia em um veículo Fiat Freemont, com capacidade para sete pessoas, quando, na BR-282, entre Xanxerê e Faxinal dos Guedes, se envolveu em uma colisão frontal com outro automóvel. Os dois ocupantes do outro carro morreram no local.
As sete pessoas da família ficaram feridas e receberam os primeiros atendimentos do Samu, do Corpo de Bombeiros e da equipe da Emergência do Hospital Regional São Paulo. Lieli ficou internada por vários dias na UTI do HRSP. Paulo sofreu fraturas no tornozelo, pé e dedos. As crianças e os adolescentes também apresentaram ferimentos significativos, exigindo cirurgias, procedimentos especializados e longos períodos de internação.
Foram semanas de tensão, cuidados intensivos, acompanhamento multiprofissional e apoio espiritual. Aos poucos, vieram as altas médicas, uma a uma, até que todos pudessem deixar o hospital. O processo de recuperação seguiu fora da instituição, mas o vínculo permaneceu. Um ano depois do acidente, em janeiro de 2025, parte da família retornou ao HRSP para agradecer pessoalmente o atendimento recebido, em uma visita que emocionou colaboradores, médicos e gestores.
Agora, dois anos após o acidente, a festa surpresa para a família representou a continuidade dessa relação com a equipe do Hospital Regional São Paulo. Estiveram presentes a diretora-geral do HRSP, Ir. Neusa Lúcio Luiz; a agente de pastoral Nelva Longo, com o marido Egídio Longo; a assistente social Maquiele Casaril; e a assessora de comunicação do hospital, Patrícia Vanzin. A chegada da equipe foi marcada por emoção, abraços, lágrimas e palavras de gratidão.
Para a diretora-geral, o encontro simbolizou o sentido mais profundo do trabalho em saúde.
“O convite dos pais e avós, que organizaram a festa surpresa, foi recebido por nós com muita alegria. Ir até Itapiranga foi muito significativo para nossa equipe. Ver uma família que chegou até nós em um momento de extrema fragilidade hoje celebrando a vida nos dá a certeza de que nosso propósito está sendo cumprido. Não é apenas sobre tratamento médico. É sobre acolher, cuidar, respeitar a dor e caminhar junto. Esse reencontro mostra que o hospital não termina na alta, ele continua na história das pessoas”, afirmou Ir. Neusa Lúcio Luiz.
A agente de pastoral do HRSP, Nelva Longo, destacou a força da espiritualidade e do vínculo humano construído com os pacientes e familiares ao longo do processo de recuperação.
“No caso desta família, a fé, o amor e a união entre todos sempre estiveram muito presentes, e isso fez diferença no enfrentamento de cada etapa. Criamos laços que ultrapassaram o atendimento profissional. Hoje, não somos apenas equipe de saúde e pacientes. Somos pessoas que caminharam juntas em um momento muito difícil e que agora se encontram para agradecer e celebrar”, declarou.
O encontro em Itapiranga foi marcado por momentos de oração, homenagens e relatos emocionados.
“Cada palavra reforçou que o cuidado recebido no Hospital Regional São Paulo foi além da técnica, alcançando o campo da empatia, do respeito e da presença constante”, avaliou a assistente social do HRSP, Maquiele Casaril.
“O que vivemos neste final de semana demonstrou o compromisso de nossa instituição com a humanização do atendimento. O hospital não atua apenas no tratamento das doenças, mas na construção de relações que fortalecem pacientes e famílias durante e após o processo de recuperação”, finalizou.
Ir. Neusa Lúcio Luiz avaliou que a história de Lieli, Paulo, dos filhos, dos sobrinhos e de todos os familiares que acompanharam o processo de atendimento, entre dor, preocupação, otimismo e solidariedade, passou a fazer parte da memória do Hospital Regional São Paulo.
“HRSP é convidado para celebrar a vida de família de Itapiranga dois anos após grave acidente na BR-282
Representantes do Hospital Regional São Paulo (HRSP) foram convidados e participaram, no último sábado (10), de um momento que simbolizou muito mais do que um reencontro. Em Itapiranga, no Extremo Oeste Catarinense, uma festa surpresa foi organizada pelos pais e avós de uma família, juntamente com amigos próximos. A festividade celebrou a vida e a saúde de sete pessoas da família que sofreram um grave acidente de trânsito ocorrido há dois anos, na BR-282. A presença da equipe do HRSP transformou a comemoração em um gesto concreto de humanização, gratidão e vínculo construído além da estrutura hospitalar.
O encontro, ocorrido na Linha Cotovelo, interior do município, reuniu as vítimas do acidente: Lieli Schkickmann de Carvalho, o marido Paulo Roberto Schaeffer de Carvalho, os filhos do casal e os sobrinhos. Participaram também irmãos de Lieli, cunhados, sobrinhos e demais familiares e amigos, que se uniram ainda mais na época do acidente. O momento foi marcado por orações, música, emoção e homenagens. Cada detalhe da celebração foi pensado para surpreender toda a família e reconhecer a trajetória de fé e resistência que começou no dia 6 de janeiro de 2024.
No dia do acidente, Lieli e Paulo, moradores de Balneário Camboriú, viajavam para Itapiranga com os três filhos: Paulo Henrique, então com 12 anos; João Paulo, de 8 anos; e Júlio César, de dois anos e meio; além dos sobrinhos, moradores de Itapiranga, mas que aproveitavam as férias no litoral, Victor Eduardo, na época com 13 anos, e Pedro Henrique, de 8 anos. O grupo seguia em um veículo Fiat Freemont, com capacidade para sete pessoas, quando, na BR-282, entre Xanxerê e Faxinal dos Guedes, se envolveu em uma colisão frontal com outro automóvel. Os dois ocupantes do outro carro morreram no local.
As sete pessoas da família ficaram feridas e receberam os primeiros atendimentos do Samu, do Corpo de Bombeiros e da equipe da Emergência do Hospital Regional São Paulo. Lieli ficou internada por vários dias na UTI do HRSP. Paulo sofreu fraturas no tornozelo, pé e dedos. As crianças e os adolescentes também apresentaram ferimentos significativos, exigindo cirurgias, procedimentos especializados e longos períodos de internação.
Foram semanas de tensão, cuidados intensivos, acompanhamento multiprofissional e apoio espiritual. Aos poucos, vieram as altas médicas, uma a uma, até que todos pudessem deixar o hospital. O processo de recuperação seguiu fora da instituição, mas o vínculo permaneceu. Um ano depois do acidente, em janeiro de 2025, parte da família retornou ao HRSP para agradecer pessoalmente o atendimento recebido, em uma visita que emocionou colaboradores, médicos e gestores.
Agora, dois anos após o acidente, a festa surpresa para a família representou a continuidade dessa relação com a equipe do Hospital Regional São Paulo. Estiveram presentes a diretora-geral do HRSP, Ir. Neusa Lúcio Luiz; a agente de pastoral Nelva Longo, com o marido Egídio Longo; a assistente social Maquiele Casaril; e a assessora de comunicação do hospital, Patrícia Vanzin. A chegada da equipe foi marcada por emoção, abraços, lágrimas e palavras de gratidão.
Para a diretora-geral, o encontro simbolizou o sentido mais profundo do trabalho em saúde.
“A festa surpresa em Itapiranga foi muito mais do que uma comemoração. Foi um gesto de acolhida, amor e presença, que reafirma que o cuidado em saúde se constrói no encontro humano, na solidariedade e no compromisso com a vida,” afirmou Ir. Neusa Lúcio Luiz.
A agente de pastoral do HRSP, Nelva Longo, destacou a força da espiritualidade e do vínculo humano construído com os pacientes e familiares ao longo do processo de recuperação.
“No caso desta família, a fé, o amor e a união entre todos sempre estiveram muito presentes, e isso fez diferença no enfrentamento de cada etapa. Criamos laços que ultrapassaram o atendimento profissional. Hoje, não somos apenas equipe de saúde e pacientes. Somos pessoas que caminharam juntas em um momento muito difícil e que agora se encontram para agradecer e celebrar”, declarou.
O encontro em Itapiranga foi marcado por momentos de oração, homenagens e relatos emocionados.
“Cada palavra reforçou que o cuidado recebido no Hospital Regional São Paulo foi além da técnica, alcançando o campo da empatia, do respeito e da presença constante”, avaliou a assistente social do HRSP, Maquiele Casaril.
“O que vivemos neste final de semana demonstrou o compromisso de nossa instituição com a humanização do atendimento. O hospital não atua apenas no tratamento das doenças, mas na construção de relações que fortalecem pacientes e famílias durante e após o processo de recuperação”, finalizou.
Ir. Neusa Lúcio Luiz avaliou que a história de Lieli, Paulo, dos filhos, dos sobrinhos e de todos os familiares que acompanharam o processo de atendimento, entre dor, preocupação, otimismo e solidariedade, passou a fazer parte da memória do Hospital Regional São Paulo. “A festa surpresa em Itapiranga foi muito mais do que uma comemoração. Foi um gesto de acolhida, amor e presença, que reafirma que o cuidado em saúde se constrói no encontro humano, na solidariedade e no compromisso com a vida,” concluiu.