O Hospital Regional São Paulo (HRSP) produz, em média, 1.300 refeições todos os dias. Para garantir que os alimentos cheguem com qualidade e segurança aos pacientes, acompanhantes e profissionais da instituição, mais de 30 trabalhadores atuam na cozinha e no setor de nutrição, responsáveis por todas as etapas, desde o recebimento dos alimentos até a entrega nos quartos.
A cozinha funciona 24 horas por dia e prepara refeições de acordo com as necessidades nutricionais e clínicas de cada paciente. Em um único dia, um paciente pode receber de cinco a seis refeições, enquanto os acompanhantes recebem café da manhã, almoço e jantar. Médicos e colaboradores plantonistas também são atendidos pelo setor.
Por trás dessa rotina está uma equipe formada por cozinheiros, auxiliares de higienização, estoquista, nutricionista, copeiros e jovem-aprendiz. O trabalho envolve armazenamento, higienização, preparo, porcionamento, identificação e distribuição dos alimentos.
Segundo a nutricionista responsável pelo HRSP, Clarissa Sartor, o volume de alimentos utilizado pelo hospital é expressivo. Mensalmente, são consumidos, em média, 450 quilos de arroz, 600 quilos de batata, 240 quilos de feijão e 320 quilos de banana.
Apesar de existir um cardápio previamente estruturado, as preparações são adaptadas conforme as recomendações médicas e as restrições alimentares de cada paciente. Entre as possibilidades estão dietas pastosas, leves, líquidas e hipossódicas, sempre mantendo o cuidado com o valor nutricional.
A elaboração dos cardápios também considera a sazonalidade dos alimentos, os hábitos e a cultura alimentar da região, além da disponibilidade e qualidade dos ingredientes. A equipe prioriza alimentos in natura e minimamente processados e busca diversificar as preparações para oferecer maior variedade durante o período de internação.
Outro ponto fundamental é a segurança dos alimentos. Por atender principalmente pessoas enfermas ou com o sistema imunológico debilitado, o processo segue cuidados rigorosos de higiene, conservação e controle de temperatura.
Após o preparo, as refeições são porcionadas, embaladas e identificadas individualmente. Na sequência, são encaminhadas aos quartos utilizando bases aquecidas e carros térmicos, que ajudam a manter a temperatura adequada até o momento da entrega.
Para Clarissa, a alimentação hospitalar envolve muito mais do que preparar e servir refeições. Cada etapa exige controle e atenção, desde a escolha e o recebimento dos ingredientes até o armazenamento, higienização, preparo, montagem e distribuição.
O trabalho diário da equipe da cozinha contribui para que a alimentação também faça parte do cuidado oferecido aos pacientes durante o período de internação, unindo segurança, qualidade nutricional, variedade e atenção às necessidades individuais.
