Quando o Lance Notícias contou a história do cãozinho Pança, mencionou a sua primeira amiga, a Nina. Mas naquele momento não se conhecia a linda história de adoção dessa cachorrinha. E hoje, você vai conhecer! – Em 2018 quando trabalhava em Ponte Serrada, ao atender um cliente ligado a Ong de animais, comentei que meu […]
Quando o Lance Notícias contou a história do cãozinho Pança, mencionou a sua primeira amiga, a Nina. Mas naquele momento não se conhecia a linda história de adoção dessa cachorrinha.
E hoje, você vai conhecer!
– Em 2018 quando trabalhava em Ponte Serrada, ao atender um cliente ligado a Ong de animais, comentei que meu filho, na época com 10 anos, pedia sempre um cachorro. Nós tínhamos um, mas ao mudarmos para um apartamento, precisamos deixa-lo no sítio de meu pai – contou ao Lance Notícias Luciane Pedron, a acolhedora da Nina.
Luciane e sua família são escoteiros, e não somente aprendem, mas ensinam muitas lições no movimento, e gostar de animais, plantas, tentar tornar o mundo um lugar melhor, são algumas delas.
Em meio a tudo isso, ela recebeu o contato da Ong sobre uma família de cães que havia sido encontrada e precisa de lar.
– Recebi muitas fotos. Uma cadela foi encontrada com nove filhotes, jogada numa valeta no Bairro CTG em Ponte Serrada. Cinco deles morreram, estavam com Cinomose. A Nina foi um dos filhotes que sobreviveu – disse.
Mas seu marido só dizia não. Morar em um apartamento com um cão não é uma tarefa fácil. E ele pensava muito nisso.
– Foi por vontade de ajudar que aceitei a Nina. Recebi ela em uma caixinha de transporte na Rodoviária em Ponte Serrada, numa tarde muito fria. Quando a vi pela primeira vez só me passou pela cabeça, “não acredito que fiz isso”. Ela estava magrinha, com frio, coloquei a mão na caixa, ela abaixou a cabeça, parecia que pedia carinho e tinha um ar de piedade. Peguei o cobertor que usava para me aquecer no ônibus e dei para ela. Ela chorava muito – contou.
Luciane relatou que quando chegou de volta a Xanxerê com Ninca, e colocou a caixinha com ela no colo de seu filho, percebeu que havia feito a coisa certa.
– Entrei com ela no ônibus, veio dormindo até Xanxerê. Quando cheguei na Rodoviária, coloquei a caixa no colo do Paulo Henrique e percebi que ele ficou sem ar tamanha a felicidade – disse.
Mas então… começou a confusão. Eles não haviam se preparado para ter um novo cachorro.
– Conselho, antes de ter um cão pense muito bem! Você tem espaço? Está preparado para despesas com vacinas e veterinário? Está disposto a limpar a sujeira? É como ter uma criança em casa! E quando for viajar? Quem vai cuidar? Eu pensei que a Nina seria menor, mas ela tem muita energia para gastar. E Claro, com um menino de 10 anos, ele ensinou a brincar de briga, polícia e ladrão… imaginem a confusão – comentou ela.
A Nina é muito conhecida por todos os amigos da família por suas peripécias. Ela já comeu um pé de pimenta biquinho, levou plantas para o sofá, e roeu o sofá.
– Muitos chinelos, abriu almofada e espalhou os flocos pela casa, roeu meus óculos de sol, de lente, rolos de papel higiênico, e ela adora principalmente os meus calçados! Sabe o filme Marley e eu? Sabe o cachorro que comeu o colchão? Então – conta Luciane.
Mas tudo isso Nina fazia quando ficava sozinha em casa, então para sair e deixa-la só, começou uma operação de guerra.
– Esconder tudo. Deixar brinquedos, ossinhos disponíveis. E agora com dois anos ela está muito mais calma. Na verdade, o que ela quer é companhia. Nina é muito dócil e amorosa. Falo que tirei a guarda do meu filho, agora ela é minha. A família se adaptou a ela. Tenho a sensação de gratidão, porque desde o primeiro dia ela demonstra muito isso, nos devolve com muita alegria os cuidados que recebe. É a bebê da casa, muito manhosa, cheia de manias e gulosa demais – comentou.
Apesar dos sufocos vividos, a família de Nina deixa um recado muito importante:
– Não compre animais, adote. Mas antes de adotar, reflita, e adote com responsabilidade! É para a vida, você não poderá dizer não quero mais. Eles são maravilhosos, mas é para sempre e exigem cuidados. Por isso, se programe, se organize e adote! Não é somente a vida deles que você melhora, é a sua também – finalizou.

Quando Nina chegou


