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Lance Notícias | 04/05/2020 18:30

04/05/2020 18:30

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Projeto Observatório Social de Xanxerê retoma conversações e começa a ser estruturado

Projeto Observatório Social de Xanxerê retoma conversações e começa a ser estruturado

Há cerca de 11 anos iniciou-se uma conversação com um grupo de pessoas que abordava assuntos relacionados a má administração pública, investimentos mal programados, mal executados, entre alguns dos temas relacionados ao poder executivo e legislativo municipal.

Um dos coordenadores dos trabalhos para implantação do Observatório Social em Xanxerê, José Adenir Panho, relatou ao Lance Notícias como criou-se essa ideia e como está o andamento do projeto.

– Lá pelos idos anos 2009, iniciamos um grupo de pessoas que se denominava “A Voz do Cidadão” algo assim. Esse grupo reunia-se a cada oito a 10 dias e discutia sobre como realizar fiscalizações e como poderia indicar para Administração mudanças no sentido de termos uma governabilidade mais justa com os munícipes, pois são eles que pagam os impostos – conta.

Dessa forma, foram realizadas algumas reuniões e indicações ao então administrador municipal, sobre a necessidade de uma ampla reforma administrativa, tanto no Executivo como no Legislativo.

– Mas que fosse feita não internamente, mas sim por empresa especializada que indicaria a real necessidade do quadro funcional, para que tivéssemos um atendimento melhor e acima de tudo um retorno de serviços à altura do merecimento dos que pagam seus impostos – comenta.

Segundo ele, em reunião foi apresentado projeto, que foi tido como sendo uma grande ação administrativa, mas o retorno foi de que seria inviável, e o projeto foi engavetado.

– Fizemos então um folder e distribuímos na cidade, cerca de dezoito mil exemplares, com as informações sobre o grupo, seus objetivos e o principal, uma pesquisa entre várias Câmaras de Vereadores do Oeste e Meio Oeste Catarinense, e para nossa Surpresa a de Xanxerê era a que tinha o maior gasto proporcional, Inclusive hoje se formos analisar a Câmara de Vereadores de Xanxerê tem um gasto muito superior às demais da região, como já demostrado em planilhas publicadas em redes sociais – diz Panho.

Após essa ação, o grupo se dispersou e as reuniões não aconteceram mais.

– Há mais ou menos quatro anos atrás, convidei vários empresários e presidentes de entidades para uma reunião. Fiz as colocações que gostaria de retomar os trabalhos, organizar um grupo sem fins partidário para fiscalizar e acompanhar os gastos públicos. Mas após algum tempo de reunião, percebendo que vários tinham ligação política e que não iriam ter condições de uma fiscalização isenta e firme, me foi colocado que o projeto deveria ser outro, algo no sentido de projetar o Município para o Futuro, como indicações de projetos a longo prazo, o que não era a intenção para o qual a reunião tinha sido convocada, e o assunto ficou engavetado novamente – conta ele.

Então, no ano passado, as conversas foram retomadas no sentido de viabilizar algo. Como já havia sido realizado o contato com OSB Chapecó e se teve o conhecimento de que em Xanxerê a Câmara Júnior estava com um projeto que incluía discussões sobre o observatório, o contato com parte dos organizadores foi feito.

– Iniciamos com o contato com o OSB Brasil, fizemos nossa inscrição para início dos trabalhos de organização e treinamentos Primeira e Segunda fase. A primeira já cumprimos, temos a OSB Xanxerê com sua solicitação aceita e um grupo de membros já cadastrados, os quais já finalizaram os cursos – comenta.

Assim, o OSB Xanxerê, está sendo organizado, estruturado, segundo Panho com uma dificuldade um pouco maior em virtude das restrições de reuniões, mas que mesmo assim busca novos participantes e os esclarecimentos aos clubes de serviços e outras organizações que são importantes no processo.

– Qualquer pessoa interessada pode entrar em contato com um dos participantes e será orientado como pode participar e contribuir com seu município, pensando sempre no bem estar de todos e que tenhamos retorno mais coerente com os tributos que pagamos – finaliza.

Para mais informações sobre esse assunto, acesse ao site clicando aqui.

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