Presentes no tecido normal, no sangue ou em outros fluidos biológicos e, muitas vezes, também produzidos em resposta à presença de um tumor, os marcadores tumorais bioquímicos têm utilidade para a detecção precoce de recidivas e metástases, além da avaliação da resposta terapêutica e do sucesso do tratamento. Diferentes marcadores são usados em doenças ginecológicas […]
Presentes no tecido normal, no sangue ou em outros fluidos biológicos e, muitas vezes, também produzidos em resposta à presença de um tumor, os marcadores tumorais bioquímicos têm utilidade para a detecção precoce de recidivas e metástases, além da avaliação da resposta terapêutica e do sucesso do tratamento.
Diferentes marcadores são usados em doenças ginecológicas ou em outras, não ginecológicas, mas importantes para a saúde da mulher.
Conheça alguns:
Para o câncer de mama, por exemplo, as dosagens de CA-15-3 ou de CA-27.29 não apresentam sensibilidade e especificidade suficientes para o diagnóstico da neoplasia, porém servem para o acompanhamento de pacientes já diagnosticadas, em tratamento e para a identificação precoce de reaparecimento da doença.
No câncer de ovário, por sua vez, o marcador mostra-se útil sobretudo para a avaliação da resposta ao tratamento. Embora não deva ser utilizado na triagem dessa neoplasia, sua determinação pré-operatória pode predizer a natureza das massas pélvicas. Em mulheres já tratadas, o aumento nos níveis ocorre de 2 a 12 meses antes de qualquer evidência clínica de recorrência.
O marcador HE4, é uma glicoproteína expressa em tumores ovarianos de linhagem epitelial – exceto o mucinoso – que vem sendo empregada como marcador tumoral, pois se eleva em 80% dos casos de câncer de ovário. O teste ainda tem utilidade na avaliação pré-operatória.
Já o antígeno carcinoembriônico (CEA) tem expressão aumentada em especial no câncer colorretal, apesar de apresentar níveis elevados em neoplasias de pâncreas, estômago, mama, ovário, útero e pulmão, assim como em condições benignas. É útil depois do diagnóstico da neoplasia, especificamente na pesquisa de ressurgimento do câncer.
Por fim, a gonadotrofina coriônica fração beta (beta-hCG), como marcador tumoral, contribui para o diagnóstico e o seguimento de tumores trofoblásticos e de outros cânceres que produzem esse hormônio.
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