“Isso aqui era cheio de coisas. Flor, charuto, champanhe, cerveja, colar, rosário… as pessoas faziam promessas”
O túmulo de uma cigana enterrada no Cemitério Municipal de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, tornou-se, ao longo das décadas, um símbolo de devoção e esperança para moradores da região. Mesmo após a retirada dos restos mortais, o local continuou sendo visitado por fiéis em busca de milagres e respostas para suas preces.
Segundo relatos transmitidos por gerações, a cigana teria acampado na cidade durante os anos 1960. Com carisma e presença marcante, ela teria conquistado a simpatia da comunidade local, sendo acolhida e respeitada até sua morte.
Após seu falecimento, foi sepultada no cemitério municipal. Com o tempo, seu túmulo passou a atrair a atenção de pessoas que viam ali um espaço de fé. O local recebia flores, bebidas, cigarros, bijuterias e outros tipos de oferendas. Muitos buscavam curas, realizações amorosas e até o par ideal.
“Isso aqui era cheio de coisas. Flor, charuto, champanhe, cerveja, colar, rosário… as pessoas faziam promessas”, contou uma moradora que acompanhou a movimentação ao longo dos anos. Apesar da remoção dos restos mortais da cigana há cerca de 25 a 30 anos, a tradição das promessas se manteve viva.
A administração do cemitério informou que, atualmente, o túmulo não possui registro oficial. Por essa razão, deverá ser removido. Com isso, permanecem apenas as histórias contadas por quem conheceu ou ouviu falar sobre a cigana, reforçando o valor cultural e simbólico que o espaço representa para muitos.
Mesmo sem documentação ou confirmação oficial, o caso reflete como a oralidade e a devoção popular podem manter vivas memórias que atravessam o tempo.
Fonte da capa da matéria: Canal Ideal