Investigação aponta atuação conjunta e motivação ligada a organização criminosa em crime ocorrido em 2025
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim, concluiu, na tarde desta quinta-feira (09), o inquérito policial que apurou uma tentativa de homicídio contra um homem de 26 anos. O crime ocorreu no dia 21 de novembro de 2025, por volta das 11h, na Rua Senador Nereu Ramos, no Centro de Xaxim, nas proximidades do Hospital Frei Bruno, e resultou no indiciamento de dois homens, de 19 e 26 anos, por tentativa de homicídio duplamente qualificado.
De acordo com as investigações, a vítima caminhava sozinha pela via pública quando foi surpreendida por dois indivíduos em uma motocicleta, ambos com roupas que encobriam o corpo e utilizando capacetes. Um dos suspeitos efetuou 14 disparos de arma de fogo, dos quais dois atingiram a vítima na mão e no antebraço esquerdos, causando fraturas e debilidade permanente na movimentação de um dos dedos. Após a ação, a dupla fugiu do local em alta velocidade, sem testemunhas oculares ou registros por câmeras de monitoramento.
A apuração teve início a partir da análise de dados extraídos de um telefone celular apreendido em outro procedimento policial, com compartilhamento autorizado judicialmente com base na Teoria do Encontro Fortuito de Provas. A partir das conversas em aplicativo de mensagens, os investigadores identificaram a divisão de tarefas entre os envolvidos, sendo que um teria realizado os disparos, utilizando uma pistola e um revólver, enquanto o outro conduzia a motocicleta utilizada na aproximação e na fuga.
Conforme a Polícia Civil, há indícios de que o crime tenha sido motivado por razão torpe, relacionada à vinculação dos investigados com uma organização criminosa. Além disso, o uso de vestimentas e capacetes que dificultaram a identificação dos autores e a defesa da vítima fundamentou o enquadramento nas qualificadoras previstas no artigo 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal.
Os indiciados, que atualmente cumprem pena por outras infrações penais em um estabelecimento prisional em Chapecó, foram interrogados e optaram por exercer o direito constitucional ao silêncio. Diante do conjunto de provas reunido, a Autoridade Policial concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Santa Catarina para as providências cabíveis.