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Gabriella Narcizo | 29/08/2026 09:20

29/08/2026 09:20

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Quem é Ana Cecília Sirino: uma trajetória construída entre o Direito, o empreendedorismo, o esporte e a vida pública

Ana Cecília Sirino (PSB, 4040) coloca seu nome à disposição para representar Santa Catarina na Câmara dos Deputados

Para compreender por que Ana Cecília Sirino decidiu ser candidata a deputada federal, é preciso conhecer primeiro quem é a mulher por trás da candidatura.

Xanxerense, advogada e empresária, Ana construiu sua trajetória transitando por ambientes distintos: o Direito, a iniciativa privada, a administração pública, o comércio exterior e o esporte de competição. O que une essas experiências é uma convicção que ela pretende levar para a vida pública: resultado exige trabalho, conhecimento e responsabilidade.

Sua relação com a política começou na infância.

Filha de Ivone Sirino, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Câmara de Vereadores de Xanxerê, onde assumiu o mandato em 1989, Ana cresceu acompanhando de perto a vida pública e vendo a política acontecer muito além dos períodos eleitorais. Foi dentro de casa que teve os primeiros exemplos de participação comunitária e aprendeu que ocupar um espaço público só faz sentido quando ele é usado para melhorar a vida das pessoas.

Essa herança, porém, não ficou restrita ao ambiente familiar.

Ao longo dos anos, Ana construiu sua própria trajetória profissional e pública. Coordenou campanhas eleitorais e prestou assessoria jurídica a candidatos a prefeito e vereador. Foi coordenadora do PROCON de Xanxerê, diretora de Recursos Humanos e assessora do Município, além de integrar o projeto Índio Cidadão, com palestras em diferentes regiões do Brasil.

No Governo de Santa Catarina, exerceu a função de gerente de Turismo, Cultura e Esporte e foi diretora administrativa na Secretaria da Saúde. Mais recentemente, atuou na área jurídica da Câmara Municipal de Xanxerê.

Essa passagem por diferentes estruturas do poder público permitiu que conhecesse, na prática, tanto o Executivo municipal e estadual quanto o funcionamento do Legislativo.

A advocacia como escola para compreender os problemas reais

Foi na advocacia, contudo, que Ana Cecília construiu grande parte de sua identidade profissional.

O exercício diário da profissão, ao longo de mais de 20 anos, colocou diante dela empresários, trabalhadores, famílias e pessoas enfrentando problemas que muitas vezes não encontram resposta simples na burocracia estatal.

Para Ana, essa experiência consolidou uma percepção muito clara: a lei só cumpre sua finalidade quando funciona na vida real. Não basta produzir novas normas. É preciso criar leis compreensíveis, aplicáveis e capazes de resolver problemas concretos.

“Na advocacia, aprendi que problema não se resolve apenas com discurso. É necessário trabalho técnico, responsabilidade e seriedade. É essa mesma lógica que quero levar para a representação de Santa Catarina.”

Essa visão também orienta sua posição em relação ao setor produtivo. Como advogada e empresária, Ana conhece tanto a complexidade jurídica enfrentada por quem empreende quanto os efeitos que o excesso de burocracia, a insegurança jurídica e as normas pouco eficientes produzem sobre empresas, empregos e investimentos.

Uma empresária que ultrapassou as fronteiras do Brasil

A atividade empresarial também levou Ana Cecília para além das fronteiras brasileiras. Sua atuação inclui comércio exterior e negócios internacionais com a China. Participar diretamente de negociações internacionais trouxe uma perspectiva diferente sobre desenvolvimento econômico, inovação, competitividade e sobre os desafios que as empresas brasileiras enfrentam para competir em um mercado cada vez mais globalizado.

Para ela, defender quem produz não significa apenas falar de empresas. Significa compreender que por trás de cada empreendimento existem pessoas, empregos, famílias, investimentos e municípios que dependem de uma economia capaz de crescer.

No tatame, uma segunda escola

Se a advocacia ensinou Ana a enfrentar problemas com técnica, o jiu-jitsu ensinou que nenhuma conquista acontece sem preparação.

Atleta e competidora, Ana levou o esporte muito além de um hobby. Foi campeã brasileira, campeã europeia e campeã pan-americana de jiu-jitsu, além de alcançar a liderança do ranking mundial.

As medalhas, entretanto, são apenas parte dessa experiência. O esporte lhe ensinou disciplina, respeito, coragem, resiliência e, principalmente, a continuar quando o resultado exige mais do que parecia necessário. Entre compromissos profissionais, responsabilidades empresariais, família e treinos, aprendeu também que grandes objetivos exigem organização e renúncia.

Essa vivência explica por que o esporte é uma das áreas que pretende defender na Câmara dos Deputados: não apenas o esporte de competição, mas o esporte como instrumento de educação, saúde, inclusão e transformação social.

Uma amizade de quatro décadas

Há também uma dimensão pessoal na decisão de ingressar neste projeto político.

A relação de Ana Cecília com Gelson Merísio, candidato ao Governo de Santa Catarina, não nasceu na atual campanha nem de uma composição partidária. É uma amizade construída ao longo de mais de 40 anos entre as duas famílias, em Xanxerê, cidade onde ambos cresceram e onde Merísio iniciou a vida pública: presidiu a Associação Empresarial de Xanxerê (ACIX) em 1986, foi vereador no município, cumpriu três mandatos como deputado estadual e chegou à Presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Para Ana, uma característica permaneceu inalterada ao longo desse percurso: a pessoa não mudou conforme os cargos mudaram.

“Conheci o Gelson antes dos cargos, acompanhei sua trajetória e posso dizer que ele continua sendo a mesma pessoa. Os cargos aumentaram, a experiência aumentou, a responsabilidade aumentou, mas a essência e os valores permaneceram. Ele é objetivo, claro e extremamente preparado. Estar próxima de alguém em quem confio, e saber que essa confiança é recíproca, me faz querer ser melhor e entregar mais.”

Foi dessa relação que surgiu o convite para integrar o projeto político liderado por Merísio em Santa Catarina. Ana costuma resumir sua confiança nele em uma frase:

“Talvez o Gelson não precise ser governador de Santa Catarina. Mas acredito que Santa Catarina precisa da experiência do Gelson como governador.”

Por que ser candidata?

Ao receber o convite, Ana passou a olhar para a própria trajetória sob outra perspectiva.

Mulher. Advogada. Empresária. Negociadora internacional. Gestora pública. Atleta. Filha de uma mulher que abriu espaço para as mulheres na política de Xanxerê quando esse ambiente era ainda mais masculino do que hoje.

Havia uma história que podia ser colocada a serviço de algo maior.

Por isso, Ana afirma que sua candidatura não nasceu de uma decisão repentina nem da simples pretensão de ocupar um cargo. Nasceu da percepção de que experiências acumuladas em áreas diferentes podem servir para representar pessoas que, muitas vezes, não se sentem verdadeiramente representadas.

Sua proposta é defender leis eficientes, relações de trabalho equilibradas, segurança jurídica para quem produz e gera empregos, incentivo ao esporte e atenção a pautas sociais que exigem mais do que discurso, entre elas a causa das pessoas com autismo e de suas famílias.

Mas há um princípio que antecede todas essas bandeiras: as pessoas precisam voltar a ser tratadas como pessoas.

“Eu quero ser melhor para minha cidade, para Santa Catarina e para o Brasil. Não quero pensar apenas no que pode ser melhor para mim ou para a minha família. Quero que as pessoas tenham espaço, que sejam ouvidas com atenção e importância. Que não sejam tratadas simplesmente como mais um número.”

A candidata defende uma política menos distante da realidade cotidiana e mais comprometida com resultados concretos. Uma política na qual empresários, trabalhadores, famílias, atletas, mulheres, pessoas com deficiência e cidadãos dos pequenos e dos grandes municípios saibam que sua realidade importa.

“Quero representar pessoas, não números”

Ao olhar para a própria história, Ana Cecília Sirino não separa a advogada, a empresária, a atleta e a candidata. Para ela, são experiências diferentes que formaram a mesma pessoa.

Da advocacia, trouxe a convicção de que é preciso conhecer profundamente um problema antes de tentar resolvê-lo. Da atividade empresarial, aprendeu que desenvolvimento depende de coragem para investir, segurança e liberdade para produzir. Das negociações internacionais, percebeu que Santa Catarina e o Brasil precisam pensar grande para competir em um mundo cada vez mais conectado. Do esporte, aprendeu que resultado exige preparação, disciplina e capacidade de seguir mesmo diante das dificuldades. Da convivência com a política desde a infância, compreendeu que cargo público não deve transformar quem o ocupa; deve aumentar sua responsabilidade perante quem o colocou ali.

Agora, candidata a deputada federal pelo PSB, com o número 4040, Ana Cecília Sirino quer transformar essa trajetória em representação.

“Não quero que as pessoas sejam apenas números. Quero que tenham voz, sejam ouvidas e saibam que têm importância. Se eu puder usar tudo aquilo que aprendi para fazer isso, então entrar para a política terá valido a pena.”

Para Ana, a candidatura não é a chegada a um objetivo pessoal. É o início de uma responsabilidade maior: usar a experiência que acumulou para ajudar a construir um Estado e um país em que as pessoas voltem a ocupar

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